ANA THOMAZ CRIANDO ACAMPAMENTOS E LABIRINTOS...
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Crianças do Menino Deus
Que dia!
Uma pequena turma de grandes crianças que não menos que os pequenos da turma anterior, aproveitaram sua vez tanto quanto. Sem no entanto.
Almoço. Início da tarde e estávamos prontas, Raquel e eu, para mais uma jornada!
Antes de apresentá-los ao colorido tapete, todos, um a um, caminharam de olhos vendados, percebendo, através dos sentidos, o que tal experiência lhes causava.
Depois, conversamos e fomos vivenciar o corpo, a alma e a infância assim:
Começou assim, 9h30, no Jardim Bela Vista:
(aqui: https://www.facebook.com/pages/Associa%C3%A7%C3%A3o-Menino-Deus/449470778472135?fref=ts)
Silêncio para caminhar em grupo primeiro, uma lindeza.
E a LIBERDADE pra brincar do que quiser.
Crianças entregues a uma experiência totalmente nova e alucinante.
Uns concentrados no percurso.
Outros descobrindo como é legal escorregar.
E todos abertos e dispostos, sem vontade de estar em outro lugar.
E uma confusão no fim que mereceu sabão amoroso de mim!
Depois, para dar uma trégua, continuou assim:
Uma pequena turma de grandes crianças que não menos que os pequenos da turma anterior, aproveitaram sua vez tanto quanto. Sem no entanto.
Almoço. Início da tarde e estávamos prontas, Raquel e eu, para mais uma jornada!
Antes de apresentá-los ao colorido tapete, todos, um a um, caminharam de olhos vendados, percebendo, através dos sentidos, o que tal experiência lhes causava.
Depois, conversamos e fomos vivenciar o corpo, a alma e a infância assim:
E finalizamos com um pequeno grupo que silenciosamente se concentrou e se transformou em uma intransponível parede, que conduziu a "profi" Raquel até o centro.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Pedagogia da Presença
Ainda não fiz nenhum curso de educação ativa mas conheci o Edgar.
Conheço algumas pessoas que falam de suas vivências em cursos, como estes com o Grupo Orion, ou imersões de formação Waldorf... Pessoas que participam e/ou promovem rodas de conversa de mães e famílias procurando viver um novo paradigma educacional, e ouço experiências que são advindas de uma busca delas muito parecida com a minha. Agradeço muito toda oportunidade de conviver com elas. O desafio é praticar. E cada realidade é uma. E tem muita criança em realidades muito distantes da educação ativa, com a sua abordagem tão profunda, ou da pedagogia Waldorf, cujo ideal é o belo, o bom e o verdadeiro.
A Ana Thomaz (educadora com a qual convivi e relatei resumidamente em post anterior - http://labirintoludico.blogspot.com.br/2015/05/piracaia.html) - fala de um modo de entender a partir de uma proposta de desestagnação constante, reinvenção diária, estar atento e presente como qualquer outro ser vivo, na potência, sem auto-indulgência, com amor e em relação.
Fico a pensar nas leituras e nas idéias tão claras e tão lindas que estão lá em Vigotski, em Maturana e em tantos outros, a admirar figuras como Lacan e Manoel de Barros, e não dou conta da quantidade de pensamentos e relações que eu faço enquanto uma outra pessoa fala. Mas quem é que quer saber do "conteúdo" que tenho pra passar? Meu exercício mais importante é calar e escutar.
Estou diariamente investigando: qual é a coisa que devo fazer agora? E só com muita coragem é essa coisa que faço. Às vezes, é a coisa mais urgente que vou ter de escolher fazer. Ontem, foi terminar esta peça ao lado.
Penso então: de que, aqui, falo então? De que falamos quando mostramos as nossas crianças os labirintos? E o que isso tem a ver com todo o resto?
Usar e brincar com labirintos deve ser uma escolha livre. Brincar é algo espontâneo, vivo. Ir lá fazer ou ver como estão fazendo é essa escolha livre que faço como educadora que sou (a cada momento).
Exemplo:
Semana passada, lá no Ioko Hara (creche que tem labirinto no pátio), pedi que as crianças viessem brincar sem nenhum comando ou aviso de que teria alguém fazendo algo no labirinto com eles. Observei e percebi todos espalhados. Muitos em triciclos entrando no caminho do labirinto mas deixando-se livres para não respeitar os limites do desenho, numa vivência do corpo, pedalando intensamente... Os demais pequeninos brincavam nos cantinhos maravilhosos, que foram criados pelas professoras de lá. Tem o petshop, o salão de beleza, o hospital, o escritório... Depois de uns 15 ou 20 minutos, cheguei mais perto das meninas que brincavam no salão de beleza e perguntei se alguém queria brincar comigo no labirinto. Vieram 4 meninas. Propus inventar um jeito de andar diferente no percurso, em cada cor nova do caminho. No centro já estávamos em umas 8 ou 10 crianças. Sugeri que ao sair fôssemos pegando caixas para montar, e quando o movimento de construir começou, 80% da turma estava engajada na brincadeira. Os 20% que não vieram estavam bem, brincando com algum amigo em algum cantinho.
Isso me lembrou a minha pedagogia do caos de anos atrás, e as primeiras experiências com os labirintos lúdicos no Anjo...
http://labirintoludico.blogspot.com.br/2009/08/aventura-pedagogica.html
Ah, quanta aprendizagem para cada criança vivendo a oportunidade de colaborar e construir algo junto com seus amigos, em relação, sem competição, sem ameaça, respeitosamente. De viver em liberdade responsavelmente. A recompensa é a presença. É ter podido escolher estar ali, brincando, plenamente. É este o conteúdo, que para cada uma delas é um.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Piracaia
No domingo, 12 de abril, saí de Piraquara pra conhecer Piracaia.
Fui até o sítio de uma mulher com duas filhas e um marido e lá fiquei até o domingo seguinte.
Nestes 7 dias vivi 7 aulas da técnica alexander e 7 ciclos de muita inspiração.
http://anathomaz.blogspot.com.br/
Labirintos: em meu caminho rumo ao centro jamais me perderei.
Uma vida inteira pela frente, não. Uma vida inteira agora.
É embaraçoso perceber-se.
Sem isso só piora.
https://www.youtube.com/watch?v=QveTf5DekIo
E tudo que fiz e passei foram vivências
No sentido mais profundo
Porque gravado está, no meu corpo biológico/social
Então o jeito é seguir praticando
Falando menos, fazendo mais
Por exemplo: Sobre o Pequeno Reino (http://www.lucapr.com.br/) e a Ana me disse algo, que recrio aqui com as minhas palavras: "lindo livro, muito bom, vou levar pra Kátia (professora do Barrocão), que vai amar. Só digo que por melhor que seja o livro, ele só faz sentido para quem quer praticá-lo, ou até mesmo pra quem, de alguma forma, já o pratica, que poderá recriar as idéias colocadas ali".
***
Hoje mesmo fui praticar, fortelecer a força
na terra abri canteiros, na companhia e com a ajuda do Joel e da Flora
Nossa vontade: que este seja o início de uma horta comunitária aqui em Piraquara!
Trabalho pesado e prazenteiro
Criar, co-criar, auto-criar a vida neomatrística!
https://www.youtube.com/watch?v=bhkrB8WntNA&list=PLCCeR4XdF7J8OY_YwZ6TFpDiWTjb-5EBe
Constatei com a Ana a força arquetípica do labirinto
Percebi que nas mãos amorosas de pessoas como ela, basta uma faísca
A escola rural do Barrocão, a "comuna", a família da Ana, Piracaia me acolheu lindamente.
http://anathomaz.blogspot.com.br/2014/11/a-escola-que-nao-precisara-mais-existir.html
https://www.youtube.com/watch?v=BgA4sM_Jn7I
Em lugar assim, e com gente assim, falar de labirinto é fazê-lo, senti-lo, vivenciá-lo.
Labirinto penetra, envolve, abre novas possibilidades.


Riqueza e abundância nada tem a ver com... bem, talvez você já saiba o que realmente quer dizer riqueza e abundância. O trabalho é não esquecer nunca mais, acordar e dormir na potência.
Quer uma dica de como começar?
Está mesmo disposto?
Antes de eu voltar para casa, fizemos labirintos táteis... Ana, Francisca (filha mais velha da Ana), Vátula (pessoa que havia chegado para uma vivência de 2 dias) e eu. Catarina (filha mais nova da Ana) fez um porta-incenso.

Sempre haverá saudades de Piracaia...
Todo dia o sol levanta e eu encaixo a minha cabeça na primeira vértebra para despertar!
Rica experiência de perceber o sentido e o valor da presença.
Em consonância com tantos estudos e experiências anteriores...
"O mais importante não é a presença do poder, mas o poder da presença".
(essa frase memorizei há anos e não sei de quem é).
Dúvidas, interesses parecidos, quereres, idéias e vontade de co-criar?
Será um prazer conversar. Fale comigo por e-mail:
fabimachadus@gmail.com
Fui até o sítio de uma mulher com duas filhas e um marido e lá fiquei até o domingo seguinte.
Nestes 7 dias vivi 7 aulas da técnica alexander e 7 ciclos de muita inspiração.
http://anathomaz.blogspot.com.br/
Labirintos: em meu caminho rumo ao centro jamais me perderei.
Uma vida inteira pela frente, não. Uma vida inteira agora.
É embaraçoso perceber-se.
Sem isso só piora.
https://www.youtube.com/watch?v=QveTf5DekIo
E tudo que fiz e passei foram vivências
No sentido mais profundo
Porque gravado está, no meu corpo biológico/social
Então o jeito é seguir praticando
Falando menos, fazendo mais
Por exemplo: Sobre o Pequeno Reino (http://www.lucapr.com.br/) e a Ana me disse algo, que recrio aqui com as minhas palavras: "lindo livro, muito bom, vou levar pra Kátia (professora do Barrocão), que vai amar. Só digo que por melhor que seja o livro, ele só faz sentido para quem quer praticá-lo, ou até mesmo pra quem, de alguma forma, já o pratica, que poderá recriar as idéias colocadas ali".
***
Hoje mesmo fui praticar, fortelecer a força
na terra abri canteiros, na companhia e com a ajuda do Joel e da Flora
Nossa vontade: que este seja o início de uma horta comunitária aqui em Piraquara!
Trabalho pesado e prazenteiro
Criar, co-criar, auto-criar a vida neomatrística!
https://www.youtube.com/watch?v=bhkrB8WntNA&list=PLCCeR4XdF7J8OY_YwZ6TFpDiWTjb-5EBe
Constatei com a Ana a força arquetípica do labirinto
Percebi que nas mãos amorosas de pessoas como ela, basta uma faísca
A escola rural do Barrocão, a "comuna", a família da Ana, Piracaia me acolheu lindamente.
https://www.youtube.com/watch?v=BgA4sM_Jn7I
Em lugar assim, e com gente assim, falar de labirinto é fazê-lo, senti-lo, vivenciá-lo.
Labirinto penetra, envolve, abre novas possibilidades.
Riqueza e abundância nada tem a ver com... bem, talvez você já saiba o que realmente quer dizer riqueza e abundância. O trabalho é não esquecer nunca mais, acordar e dormir na potência.
Quer uma dica de como começar?
Está mesmo disposto?
Antes de eu voltar para casa, fizemos labirintos táteis... Ana, Francisca (filha mais velha da Ana), Vátula (pessoa que havia chegado para uma vivência de 2 dias) e eu. Catarina (filha mais nova da Ana) fez um porta-incenso.
Sempre haverá saudades de Piracaia...
Todo dia o sol levanta e eu encaixo a minha cabeça na primeira vértebra para despertar!
Rica experiência de perceber o sentido e o valor da presença.
Em consonância com tantos estudos e experiências anteriores...
"O mais importante não é a presença do poder, mas o poder da presença".
(essa frase memorizei há anos e não sei de quem é).
Dúvidas, interesses parecidos, quereres, idéias e vontade de co-criar?
Será um prazer conversar. Fale comigo por e-mail:
fabimachadus@gmail.com
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Labirinturbilhão
Quanta coisa se faz em um dia
e com quanta gente se fala
na cidade existe uma casa que embala
Essa é a Casa Labirinto
uma gostosa vitamina de frutas
que varia todo dia
e muda seus sabores e cores
É possível
que o impossível exista?
se assim fosse possível, impossível ele seria?
Possível é o dia
E a sabedoria que vem pelo sonho
ainda que de outras pessoas
E a criança que brinca
Faz o seu melhor.
No labirinto e na dança
Ecos
e com quanta gente se fala
na cidade existe uma casa que embala
Essa é a Casa Labirinto
uma gostosa vitamina de frutas
que varia todo dia
e muda seus sabores e cores
É possível
que o impossível exista?
se assim fosse possível, impossível ele seria?
Possível é o dia
E a sabedoria que vem pelo sonho
ainda que de outras pessoas
E a criança que brinca
Faz o seu melhor.
No labirinto e na dança
Ecos
sempre um turbilhão
aprendendo o tempo todo
O mergulho no contraste
é só o turbilhão
aprendendo o tempo todo
E quanta gente, gente boa, gente!
cada criança que brinca
sabe olhar mais ao redor
No labirinto e na vida
Caminhos
Nos caminhos e em cada centro
Contrastes
O amor espalhado na lua
vem caindo nas pessoas
uma multiplicação
aprendendo o tempo todo
Labirintos
aprendendo o tempo todo...
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Sementes...
Muitas sementes foram lançadas
E crescem plantas de flores e de frutos
Muitas pessoas já conhecem e sabem
dos labirintos...
aqui, ali, acolá
em tudo que é pasto ou pátio
o pé de labirinto dá
de uma pequena ciranda, o mundo já sabe brincar
a concretude do percurso
o corpo vivo de um sonho
Imensidão!
Um símbolo a ser percorrido.
Como uma chave, abre segredos.
Um símbolo a ser percorrido.
Mas também pode ser apenas contemplado.
E crescem plantas de flores e de frutos
Muitas pessoas já conhecem e sabem
dos labirintos...aqui, ali, acolá
em tudo que é pasto ou pátio
o pé de labirinto dá
de uma pequena ciranda, o mundo já sabe brincar
a concretude do percurso
o corpo vivo de um sonho
Imensidão!
Um símbolo a ser percorrido.
Como uma chave, abre segredos.
Um símbolo a ser percorrido.
Mas também pode ser apenas contemplado.
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
CMEI IOKO HARA
Labirinto Lúdico no CMEI IOKO HARA
Nesta parceria linda com a Rita Zem e sua adorável equipe, vamos caminhando rumo ao centro, buscando possibilidades de desenvolvimento através do lúdico.
Hoje foi o dia do experimento em sala, com um kit labirinto lúdico: uma lona de 2m de diâmetro e apenas 2 circuitos + 57 tijolinhos de espuma coloridos.
Experimentamos o brincar na sala da turma MII - crianças de 3 anos. Ao chegarem na sala eu já estava montando as paredes do labirinto e eles me ajudaram a terminar. E em seguida, comportaram-se muito bem para deixar alguns amigos caminharem pelo pequeno percurso tridimensional.
Até que não teve jeito, deixamos todos livres para o manuseio e a experiência ativa das crianças.
No final, a professora Meire e eu, com a ajuda das crianças que traziam os tijolinhos para o saco, fizemos várias chuvas de tijolos, e as crianças se alegraram muito! Pena que não tinha ninguém nessa hora pra bater a foto.
Nesta parceria linda com a Rita Zem e sua adorável equipe, vamos caminhando rumo ao centro, buscando possibilidades de desenvolvimento através do lúdico.
Hoje foi o dia do experimento em sala, com um kit labirinto lúdico: uma lona de 2m de diâmetro e apenas 2 circuitos + 57 tijolinhos de espuma coloridos.
Até que não teve jeito, deixamos todos livres para o manuseio e a experiência ativa das crianças.
No final, a professora Meire e eu, com a ajuda das crianças que traziam os tijolinhos para o saco, fizemos várias chuvas de tijolos, e as crianças se alegraram muito! Pena que não tinha ninguém nessa hora pra bater a foto.
O beijo do Príncipe
Um blog adormecido pode acordar a qualquer momento
Quem poderia imaginar que um príncipe se apaixonaria por ele?
E por que um blog adormece?
Qual teria sido sua maldição?
Bem, o que vamos fazer agora que acordamos é tentar ser feliz pra sempre!
![]() |
| CMEI IOKO HARA - 17 de setembro de 2014 |
O caos. Uma reinvenção. Está posto. Desde o
princípio.
Labirintos. Uma redescoberta. Inovadora. Livre. Aberta. Ativa.
O mundo precisa de pessoas que saibam voltar no tempo.
Resgatar a união perdida em algum lugar remoto.
O centro é o útero. A mãe terra.
Clientes não. Pessoas. Cidadãos.
![]() |
| CMEI IOKO HARA - 13 de agosto de 2014 |
sábado, 22 de março de 2014
sábado, 8 de fevereiro de 2014
O retorno a Pangea
Numa enseada de mar, quanta onda e quanta gente se vê passar. A areia quase que não se alisa. Numa tarde ensolarada, lá numa sombra de grande sombrero, uma pessoa interpela um banhista que, sentado defronte ao grande mar, aprecia a paisagem tomando sua água de côco.
- com licença. Diz a pessoa à pessoa. E continua: - você se importa se eu pegar a sua mão?
Surpreso com o pedido, intrigado e intuitivamente convencido de que poderia confiar no estranho que o abordara, o rapaz de sungas e côco entre as mãos atende à educada solicitação.
Foi neste dia que tudo voltou a ficar redondo.
De continente a continente as mãos se entrelaçavam para formar o mais lindo muro de gente. Uma grande serpente.
No começo foi só o sul da américa do sul. Depois, houvesse o que houvesse, as pessoas todas foram se trançando. Até mesmo as mulheres parindo e os presidiários. Capatazes ou coronéis sequer se lembravam de seus papéis. Os cadeados se abriram.
E então, todos os navios atracaram com seus tripulantes já entrelaçados, que já saíam prontos para unirem-se à ponta de cada lado do grande cordão. O mesmo se deu com todo avião que voava.
Foi assim por pelo menos 319 dias, sem que ninguém sentisse fome ou frio. Sempre havia alguém próximo de um cobertor, supermercado ou árvore frutífera. Rapidamente o necessitado era amparado. O sono e necessidades fisiológicas aconteciam naturalmente, por revezamento, conforme o local e pessoa naquele momento.
Os carros de toda sorte de lugar estavam desligados. O destino.
Por toda África,
América,
Ásia,
Europa,
Oceania.
Até que os próprios continentes deram-se as mãos.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
O dia pra sentir o que
o dia do professor
um dia pra sentir o que?
pensar sobre a palavra orgulho e parar para escrever...
descobrir-se...
como testemunha de mim mesma quero dar-me um abraço forte e retomar o assunto:
quero ser professora de sala de aula?
professora de labirintos, como sobreviver?
um sonho cada dia mais real
uma busca intensa interna surreal
jamais desistir
as forças estão por toda parte
procure pelas formas e até mesmo vultos
procure também nos incultos
ser professor é como uma espécie de ativismo
uma arte
pra deixar o mundo mais bonito
cuidado! digo a mim mesma
o que mais posso me dizer?
se o que faço é algo tão delicado
há que se compreender, entreter, combater
confiar, caminhar, tecer
e há os de enlouquecer
e os limites de cada ser
a todas as pessoas
professoras ou professores
afinal
o que foram inventar de fazer?
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
O Caçador de Inspiração
É, foi um fim de semana bem intenso, com incríveis histórias de duplas e trios, que se juntaram pra compor canção. Não! Não era só pra músico. Podia ciclista, vendedor, padre, empresário e atrizes. Era pros tristes e pros felizes. O difícil era não rimar ou deixar de se encantar. Canção com hora marcada, e o negócio era se entregar, brincar e terminar logo de uma vez, pra mostrar. Ajuda vinha do Jean, que não se continha. Dica aqui, dica ali e a canção ficava "pronta". Modo de dizer. Pronta mesmo ficava a platéia. Aplausos! Foi mesmo uma euforia. E o autor da oficina, cancioneiro de cambona cheia, chimarroneava e cantava, o mate e suas idéias, e não deixava cair a peteca. E nos labirintos lúdicos a criatividade se expandiu. Nós da Casa Labirinto e, tenho certeza, todas as pessoas que participaram, só temos a agradecer a este imenso artista, Jean Garfunkel, que neste fim de semana de oficina, tanto nos coloriu.
Compartilho então, aqui, na íntegra, a entrevista cedida pelo Jean à Gazeta do Povo antes da data do evento.
Você vai ministrar uma oficina de composição popular. Isto á algo que se ensina, é possível ensinar a compor (contrariando a máxima de Noel Rosa)?
Isso é um trabalho que venho fazendo há uns dois anos, e que me dá muito prazer, na medida em que é uma oportunidade de estabelecer um vínculo de parceria com vários compositores ao mesmo tempo, e passar esta experiência de pelo menos 30 anos de "cancionismo". Também é muito saudável que as pessoas saibam como é que se faz uma canção, pra que se tornem, no mínimo, ouvintes mais avisados.
Um bom compositor popular deve obrigatoriamente saber musica? Há grandes exemplos (Antonio Maria, Vanzolini) de bons compositores que não eram exatamente músicos...
Adoniram Barbosa, Miguel Gustavo; este último fazia aqueles sambas de breque fantásticos do Moreira da Silva.Na hora da onça beber água, ou seja na hora de parir a canção, cada um se vale de tudo que sabe. Desde de o domínio de um instrumento ( que pode ser a caixa de fósforo), até sua memória poética, musical e afetiva. Minha mãe tinha aula de violão. Desde os 5 ou 6 anos eu e meu irmão ficávamos nas rodas de cantoria domésticas, vidrados naquele universo imaginário de histórias contadas por letra e música. Foi aí que nós conhecemos Noel Rosa e sua turma. Então eu comecei a aprender violão, decorar letras e harmonias, e cometi a canção pra primeira namorada, a essa altura eu já tinha uns 12 anos. Como ela gostou da musiquinha, a paixão virou profissão.
Adoniram Barbosa, Miguel Gustavo; este último fazia aqueles sambas de breque fantásticos do Moreira da Silva.Na hora da onça beber água, ou seja na hora de parir a canção, cada um se vale de tudo que sabe. Desde de o domínio de um instrumento ( que pode ser a caixa de fósforo), até sua memória poética, musical e afetiva. Minha mãe tinha aula de violão. Desde os 5 ou 6 anos eu e meu irmão ficávamos nas rodas de cantoria domésticas, vidrados naquele universo imaginário de histórias contadas por letra e música. Foi aí que nós conhecemos Noel Rosa e sua turma. Então eu comecei a aprender violão, decorar letras e harmonias, e cometi a canção pra primeira namorada, a essa altura eu já tinha uns 12 anos. Como ela gostou da musiquinha, a paixão virou profissão.
Como você aprendeu? Teve algum “professor”?
É claro que não há uma didática formal para composição da canção popular. O que eu faço além de estimular o criador, no que eu chamo de "caçar a inspiração", é estabelecer alguns parâmetros de auto avaliação que norteiam o processo criativo do novo compositor, impedindo-o tanto de "chover no molhado ", quanto de criar uma canção que só ele entenda.
Qual é a “razão da composição popular”? Como criador de canções de gêneros variados e jingles e que tais, há algum esquema, uma narrativa, um macete que deve ser observado para fazer uma boa canção?
Costumo dizer que no país do carnaval onde todo mundo canta, toca e dança, no mínimo uma vez por ano, a canção popular é a via de expressão artística mais representativa do nosso povo. Haja vista a riqueza do nosso cancioneiro. Pra qualquer assunto há uma canção correspondente. Da metafísica à sacanagem, tudo já foi, está sendo e será sempre cantado.
Como compositor você passeia por vários estilos e universos. Esta é uma habilidade do bom compositor de canções, saber ser um ator versátil, de vários personagens?
Meu pai era francês, minha mãe filha de russo com italiana. Portanto sou híbrido de nascença. Daí talvez, a minha, inquietude musical. Mas há grandes compositores brasileiros como Cartola, ou Paulinho da Viola, por exemplo que se especializaram num só gênero e são nossos eternos mestres queridos.
Este talvez seja um dos grandes males do mercado. Massificar a cultura para transformá-la em entretenimento descartável. É um desserviço cultural histórico lamentável.
Me fale um pouco de seus trabalhos atuais. Há um projeto - cantolivro- que você desenvolve com a sua filha, como é?
O Canto Livro é um projeto de incentivo à leitura através da música. Consiste em tirar o livro da estante, levá-lo ao palco, com a narração de textos decor, permeados por canções afinadas com a temática em questão. Começamos com Guimarães Rosa e Jorge Amado, e hoje depois de 7 anos de estrada já temos mais de vinte shows temáticos com autores e poetas brasileiros. Algumas vezes as canções são de nossa autoria, outras vezes recorremos ao nosso rico cancioneiro. Deixo aqui o endereço do nosso site recém lançado www.cantolivro.com.br .
terça-feira, 6 de agosto de 2013
ESPAÇO DE BRINCAR
ONDE A CRIANÇA TEM TEMPO LIVRE
a Casa Labirinto é um espaço dinâmico, cheio de labirintos unicursais (símbolos de confiança), brinquedos, fantasias, ateliê, etc., onde a criança é acolhida para brincar e criar. Nós oferecemos mil e uma possibilidades, e estamos integralmente disponíveis à criança no seu movimento de inventar e explorar a Casa livremente. De modo que podemos até ter uma programação de aulas (yoga, dança, musicalização, circo, etc.), mas essa aula não deve ser estanque, podendo variar em função dos grupos de crianças e arte educadores que se formam, a cada novo dia, a cada novo momento na Casa.
além disso, a Casa tem almoços da Dona Maria (minha mãe!), e pode ser o lugar ideal de fazer festa de aniversário, de se ouvir boa música, de ver lindas obras, de se realizar oficinas incríveis, de encontrar pessoas legais, de tomar um café, um sol, banhos de mangueira...
Tudo com informalidade e profissionalismo.
Brincadeira é uma coisa muito séria. E muito linda.
Assinar:
Postagens (Atom)








